Rodrigo acorda pela manhã, junta seus livros, pega seu MP3, coloca-os nos ouvidos e liga no modo aleatório.
Rodrigo está apaixonado por Fernanda, e conta os minutos para vê-la na escola. Quando de repente, ela surge caminhando em sua direção. Rapidamente ele vai passando as musicas até chegar na música que o faz lembrar dela.
Ela parece estar em câmera lenta. E assim, por três minutos e meio, Fernanda vira a atriz principal de seu videoclipe.
(por Filipe Siqueira)
sábado, 12 de julho de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Não deu certo.
Era um casal de fanhos que se conheceram pela internet. Lá falavam todos os dias. Com certeza, já estavam apaixonados. Para ficar sério, decidiram trocar de telefone e marcar uma data para se encontrarem na frente de um cinema.
Mas não deu certo.
Tudo porque um disse dia 3 e o outro entendeu dia 6.
Mas não deu certo.
Tudo porque um disse dia 3 e o outro entendeu dia 6.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Se somos assim, não é por acaso.
Como nos casamentos medievais, ele estava prometido desde cedo para a dama de vermelho. Apesar de não ser imposto, era quase natural. Uma decisão para a vida inteira. Na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, com chuva ou com sol, em Bagé, São Paulo ou Tóquio. Mas não. Decidiu trair a rubra prometida, e casou-se desde cedo com a mais ardente das amantes. Amante sim, pois é capaz de proporcionar os maiores gozos de uma vida inteira, mas é brutal em tempos nebulosos. Vem e vai, como se não pertencesse aos que com ela se casam. E na verdade não pertence, pois é um amor sem fronteiras, sem domínios.
Daquele dia em diante, Bob nunca mais teve certeza da vitória, mas nunca deixou de acreditar. Foi quando ganhou a sua primeira camisa do Grêmio.
(por Rafa Farina)
Daquele dia em diante, Bob nunca mais teve certeza da vitória, mas nunca deixou de acreditar. Foi quando ganhou a sua primeira camisa do Grêmio.
(por Rafa Farina)
terça-feira, 8 de julho de 2008
Barulhos
João começou a ouvir um barulho estranho durante alguns momentos do seu dia. Ele vinha tão rápido quanto desaparecia. Uma sensação estranha, mas que a cada dia ficava mais e mais freqüente.
Achou que estava ficando louco. Era uma espécie de sininho, que vinha junto com um friozinho na barriga. Pareciam borboletas felizes dentro dele.
E era sempre quando a encontrava.
Achou que estava ficando louco. Era uma espécie de sininho, que vinha junto com um friozinho na barriga. Pareciam borboletas felizes dentro dele.
E era sempre quando a encontrava.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Bentinho
Não existe emoção igual a receber uma flecha do Cupido. Mas também não há dor maior do que tê-la arrancada por quem se ama. Após sangrar um rio de lágrimas, surge uma cicatriz que divide o coração entre a esperança e o desespero.
Esperança de que pelo menos um pedaço da flecha tenha ficado para voltar a preencher o espaço.
Desespero de que não haja uma segunda flecha para trazer novas alegrias.
Mas a cicatriz continuará lá.
Esperança de que pelo menos um pedaço da flecha tenha ficado para voltar a preencher o espaço.
Desespero de que não haja uma segunda flecha para trazer novas alegrias.
Mas a cicatriz continuará lá.
domingo, 6 de julho de 2008
Ironia
Após 7 anos e meio o satélite seria finalmente lançado. E qual não foi a surpresa quando uma falha no sistema de combustível faria que não somente o satélite mas também boa parte da equipe fossem para o espaço.
sábado, 5 de julho de 2008
O dia em que Deus percebeu que a fala era fundamental.
O Homem das Cavernas olha para sua companheira, faz gestos e grunhidos e em segundos estão transando.
O mesmo Homem das Cavernas olha para seu amigo, faz gestos e grunhidos e em instantes estão caçando.
Ainda, o Homem das Cavernas, olha para seu filho, faz gestos e grunhidos e iniciam uma brincadeira típica daquela era, jogar pedras uns nos outros.
Depois desse momento carinhoso resolvem, juntos, irem até o lago tomar um banho. É lá que o Homem das Cavernas começa a se afogar. Desesperadamente, faz gestos e grunhidos para seu filho que esta a margem do lago. O Garoto das Cavernas prontamente olha ao seu redor e vê um longo cipó, uma vara de bambu extremamente comprida e um colete salva vidas. Mas o que ele pega mesmo são algumas pedras que ali também estavam.
O mesmo Homem das Cavernas olha para seu amigo, faz gestos e grunhidos e em instantes estão caçando.
Ainda, o Homem das Cavernas, olha para seu filho, faz gestos e grunhidos e iniciam uma brincadeira típica daquela era, jogar pedras uns nos outros.
Depois desse momento carinhoso resolvem, juntos, irem até o lago tomar um banho. É lá que o Homem das Cavernas começa a se afogar. Desesperadamente, faz gestos e grunhidos para seu filho que esta a margem do lago. O Garoto das Cavernas prontamente olha ao seu redor e vê um longo cipó, uma vara de bambu extremamente comprida e um colete salva vidas. Mas o que ele pega mesmo são algumas pedras que ali também estavam.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Cabelo
Cansada do mesmo, Janaína foi ao salão.
- Muda tudo!! Não aguento mais!! Não quero nem ver. Faz o que você quiser. Só por favor: muda!
Fechou os olhos e colocou seu fone de ouvido. Acabou cochilando na cadeira. Ao acordar, se olhou no espelho e deu um grito:
-Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!
Procurou Mauro, seu cabelereiro para lhe agradecer, mas não o encontrou. Saiu do salão feliz da vida, e não notou que Mauro teve uma emergência e saiu às pressas. E, por isso, nem chegou a tocar nos fios de Janaína.
- Muda tudo!! Não aguento mais!! Não quero nem ver. Faz o que você quiser. Só por favor: muda!
Fechou os olhos e colocou seu fone de ouvido. Acabou cochilando na cadeira. Ao acordar, se olhou no espelho e deu um grito:
-Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!
Procurou Mauro, seu cabelereiro para lhe agradecer, mas não o encontrou. Saiu do salão feliz da vida, e não notou que Mauro teve uma emergência e saiu às pressas. E, por isso, nem chegou a tocar nos fios de Janaína.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Modernidade
Antes de dormir, o bom menino se ajoelhou, juntou as mãos e fechou os olhos.
- Papai do Céu...
O guri arregala os olhos ao ser interrompido por uma voz firme, que diz:
- Sua oração é muito importante para nós. Todos nossos anjos estão ocupados no momento. Favor aguardar.
Ao som de harpas, o menino caiu no sono.
- Papai do Céu...
O guri arregala os olhos ao ser interrompido por uma voz firme, que diz:
- Sua oração é muito importante para nós. Todos nossos anjos estão ocupados no momento. Favor aguardar.
Ao som de harpas, o menino caiu no sono.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Apego
Lembro de um dia da minha meninice quando parei diante do retrato da nossa família: mamãe e papai exibindo seus gêmeos com orgulho numa praia qualquer do nosso litoral. Devo ter permanecido ali algum tempo, até meu pai se aproximar, me pegar no colo e me acomodar em sua cama. Sem virar o rosto, perguntei:
- Pai, por que a mamãe foi pro céu?
Respondeu enquanto apertava forte minha mão:
- Pra não deixar teu irmãozinho sozinho lá, filho.
(por Marcelo Spalding)
- Pai, por que a mamãe foi pro céu?
Respondeu enquanto apertava forte minha mão:
- Pra não deixar teu irmãozinho sozinho lá, filho.
(por Marcelo Spalding)
terça-feira, 1 de julho de 2008
Intrigante
Sentia que ultimamente tinha faltado em desenvolver a sua filosofia e pensamento crítico.
Mas como poderia saber se ultimamente faltava em desenvolver a sua filosofia e pensamento crítico?
Voltou a lavar os pratos.
Mas como poderia saber se ultimamente faltava em desenvolver a sua filosofia e pensamento crítico?
Voltou a lavar os pratos.
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